Homenagem a D. Berta

Dou Graças a Deus
Pelo percurso da vida da D. Berta
Ela era a bondade e o sorriso doce que quem conheceu jamais esquecerá

Não houve aventureiro que não tivesse cama
E uma almofada para descansar a cabeça
Comida para se consolar, tivesse ou não dinheiro
Nenhum doente do Hospital Simão Mendes
Ficou sem a sua marmita de sopa para si e para o seu familiar

Quando me encontrava triste e magoada
Sempre encontrei no seu colo imenso e maternal
Poiso para a minha cabeça
E sossego para o meu coração
Sempre ouvi uma palavra sábia, uma palavra de luz e esperança

Sei que Nossa Senhora levou a Tia Berta
Para muito perto de Jesus
E nessa caminhada pela mão, ela viu o seu amado marido, Sr. Américo
O Moraes, o Manuel, o Augusto e o Agostinho, os seus mais próximos colaboradores

Que ninguém se escandalize, a Tia Berta sabia-o da minha parte, de viva voz
Que se pudesse escolher uma mãe teria sido ela a minha querida Mãe

Só morre quem esquecemosnos nossos corações
A Tia Berta permanecerá viva dentro de nós
Jamais morrerá, nem os nossos filhos e netos a esquecerão
De tanto nos ouvirem falar da docura da minha querida mãe Tia Berta

 

Margarida Godinho de Mira

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2 comentários

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2 responses to “Homenagem a D. Berta

  1. Fernanda Santos

    Acabei de ouvir a noticia da morte da D. Berta, e, numa pesquisa, encontrei o seu blog. Obrigada. Graças a si. pude recordar uma pessoa maravilhosa que fez parte de um periodo da minha vida, igualmente maravilhoso.

  2. Rita

    Soube há sensivelmente duas horas que a D. Berta faleceu. Tenho imensa pena de não ter sabido a tempo, de modo a poder despedir-me dela e agradecer-lhe tudo o que ela fez por mim, pelo meu marido e pelo meu filho. A D. Berta estará sempre presente na minha vida e minha memória, Conhecia os meus pais (ainda do período colonial), mas não foi por esse motivo que me abriu a sua porta logo no dia que cheguei a Bissau, como cooperante, e me deu de comer ( ainda sem pesos). Qualquer português que chegasse a Bissau podia comer e beber à vontade que no fim do mês as contas seriam feitas. Mas se no fim do mês tivesse havido um contratempo, não havia problema. O serviço continuava a ser o mesmo. Em todos confiava e a todos recebeu da mesma forma, sem querer saber as origens de cada um e o motivo da sua estadia em Bissau. Respeito, carinho, conselhos nunca nos faltou. Foi na Pensão Central que fiz o almoço do meu casamento. Não paguei nada pela ocupação do espaço- prenda da D. Berta e do marido.
    Haveria tanto para dizer sobre esta «Mulher Grande», mas penso que todas as palavras que disser serão poucas para lhe agradecer tudo o que por mim, por nós, pelos portugueses fez. Obrigada D. Berta.

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