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E o mundo volta a ser como sempre…

 

 

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A “AVÓ”, PARA TODOS OS QUE CONHECERAM BERTA BENTO

Seria muito extensa, qualquer história que se quisesse contar da D. Berta. A mulher de três amores, (Portugal, Cabo-verde e Guiné-Bissau), acabou um dia, já lá vão 64 anos, de ir á Guiné…e nunca mais voltar a sair da África quente.
Mário Soares, na altura Presidente da República, chegou mesmo a homenageá-la, muitos respeitados notáveis da vida pública, nunca vão a Bissau, sem fazer-lhe uma visita. Deu de comer a muita gente, assim como dormida, e num qualquer caso de dificuldade, Berta nunca deixava de apoiar, fosse quem fosse.  Foi a sua casa, que recebeu os primeiros cooperantes, pós guerra e também após o conflito da negra história da Guiné-Bissau.
Com os Guineenses, sempre teve um grande carinho, hoje veneram-na.
Actualmente, e desconhece-se porquê, a Pensão Central, choca-nos por estar de portas fechadas, a cor, a alegria dessa senhora, que sempre na sua cadeirinha, recebia os seus hospedes, está vazia. Disseram-me, que Berta Bento, estaria em portugal a fazer um tratamento, porque estava muito debilitada. A “Avó” Berta, é um fragmento da história da Guiné-Bissau.
A Pensão Central, é ainda hoje uma pensão Universal. Veja a reportagem.

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A Pensão Central vai voltar a animar!!

Aproveitando para desejar a todos umas ótimas entradas em 2010, escrevo este mail para dizer que a D. Berta está de regresso à Guiné-Bissau depois destes meses todos aqui em tratamentos médicos! Volta recuperada e cheia de saudades da sua/nossa querida Guiné-Bissau. Em principio, tem o vôo marcado para dia 6 de Janeiro.

A nós que ficamos vai-nos fazer falta, para ela é uma enorme alegria, mas há uma semana que já está a chorar a partida, como não podia dexar de ser!! Deixo-vos aqui com algumas fotografias de tantos momentos animados passados na Pensão Central…

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E que tal um gelado de mancarra?!

D Berta 1

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PORQUE NUNCA ESQUECI DONA BERTA?!

Quem viveu em Bissau na década de 1960, lembra-se certamente, que em frente da já então Pensão da D. Berta, do outro lado da Avenida da República, actual Avenida Amílcar Cabral, havia na esquina um quiosque pertença de D. Berta onde nos podia-mos deliciar com o famoso sorvete. Aconteceu que há data, e no tempo em que praticar desporto era salutar e descomprometido, jogava eu hoquei em patins nos juvenis da União Desportiva Internacional de Bissau ( U D I B ), clube ainda hoje existente. Um quente anoitecer,depois de um desafio de hóquei e de termos guardado os equipamentos nas instalações do clube ao lado do cinema, para festejarmos a vitória, deslocamo-nos em grupo (éramos cinco ou seis orgulhosos atletas juvenis), avenida abaixo com destino ao quiosque da D. Berta para a celebração ser feita com sorvete.(agora é com cerveja).

Chegados ao quiosque e porque eram parcos os tostões nos nossos bolsos, havendo até quem não tivesse dinheiro nenhum, e fazendo parte da cultura do povo simples da Guiné, o repartir, tratamos de reunir o vil metal para ver quantos sorvetes podia-mos comprar. Para decepção de todos, o dinheiro não chegava para comprar um para cada um, faltando dois ou três se não estou em erro. De qualquer modo lá pedimos os gelados com a intenção de passarem de boca em boca para todos darem a sua lambidela. Depois de metade do grupo ser servido e a outra metade ter ficado a olhar, quando vamos para pagar, D. BERTA que nos conhecia , e que tinha estado a observar as nossas contas e recontas, com aquele sorriso bondoso que lhe era característico, perguntou se estávamos a festejar alguma vitória, e ao respondermos que sim disse: Então os sorvetes são por minha conta. E mandou que fossem distribuídos os sorvetes que faltavam, recusando-se a receber o pouco dinheiro que tinha-mos. Não se lembrará dona Berta, que com este seu acto de bondade marcou para toda a vida aquele grupo de miúdos, mas eles, os que estão vivos, lembram-se. Bem haja .

PORQUE NUNCA ESQUECI DONA BERTA?

Amaro Ligeiro (http://nhagente-bissau.yolasite.com/)

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Hoje ninguém está à minha espera para o almoço!

Hoje, 28 de Julho de 2009, dois dias depois da segunda volta das Eleições Presidenciais Antecipadas, Bissau está calma, esperando o anúncio oficial de quem será o próximo Presidente do país. O sol bilha nos intervalos da chuva, que lava as ruas, as plantas e os táxis azuis e brancos que se movimentam pela cidade.  A tinta das casas começa a desaparecer e as ruas vão ficando cada vez  mais esburacadas da tareia que levam da chuva quando esta decide caír selvagem arrasando tudo, levando telhados, árvores, antenas.

Tal como no resto do mundo não há aqui nada de novo, tudo se repete ciclicamente desde a época das chuvas, às eleições, às pessoas deambulando coloridas pelo Mercado de Bandim, às canoas perdendo-se no mar dos bijagós, desta vez com as urnas e os membros das mesas de voto lá dentro, e a mão dos deuses parece estar sob tudo isto, protengendo-nos apesar de todas as dificuldades e de todas as adversidades.

Não tenho especial afeição por cidades, na verdade naquilo que é essencial parecem-me todas mais ou menos iguais. Bissau, no entanto, sempre teve algo forte e especial que a distingue de todas as outras que é o facto de ter algo que a aproxima à Terra. Isto é, encontramos em Bissau algo semelhante àquilo que temos na nossa terra, uma raíz, uma mãe, uma avó, uma tia, depende do que queiramos chamar-lhe: a Dona Berta! 

arton29353

Berta de Oliveira Bento, sentadinha na varanda da Pensão Central, sempre com um sorriso e os braços abertos para receber quem se queira sentar, é a raínha da partilha. Partilha o que tem, às vezes mesmo o que não tem, partilha os seus conhecimentos, o seu saber intuitivo, a sua comida, o seu amor, sem exigências, sem ambiguidades, clara e incondicionalmente. Dos seus ensinamentos há frases e princípios que jamais esquecerei: Vanda a sorte está na planta dos pés e na ponta dos cabelos, disse-me tantas vezes a Dona Berta; ou: a alegria traz alegrias,eu nasci para ser feliz ; ou, ainda: quando alguém nos faz mal a melhor forma de ajudarmos essa pessoa é fazer-lhe o bem…. Tantas frases bonitas e sábias que ouvi da d. Berta, tantas… sentada com ela na varanda ou à sua mesa na hora de almoço…  

Canto Mesa

Hoje Bissau parece-me mais pobre do que nunca, e igual a qualquer outra cidade, com as portas da Pensão Central fechadas e a cadeira da D. Berta vazia na varanda. Hoje ninguém está à minha espera para o almoço e os arrepios de frio que a chuva traz quando nos bate no corpo, arrefecem-me a alma e trazem-me um sentimento de vazio e falta: as saudades da Avó Berta!

vanda medeiros

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Festa de Aniversário – Será dos 85 Anos?!!!

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As flores que vieram de Bissau….

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O bolo de anos improvisado!!!!!!

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